Snakewine - Serpent Kings


Um dos últimos trabalhos que me chegou à caixa do correio data já quase um ano desde o seu lançamento. Mas como a arte não tem prazo de validade nem prescreve, é tão atual como um trabalho lançado nestes últimos dias. Estou-me a referir aos Alemães Snakewine e ao seu registo de estreia, “Serpent Kings”. A banda vinha rotulada como heavy rock mas quando comecei a ouvir a primeira faixa fiquei algo confuso porque não é tão linear assim… Mas como nisto dos estilos cada um tem direito à sua opinião, cá vai a minha.

Mal comecei a ouvir “Breathtaker” o som das guitarras trouxe-me à memória os ZZ Top, o que me agradou bastante visto serem uma das minhas referências no southern rock/blues. Não foi o suficiente para me deixar sem fôlego mas gostei. As 3 faixas seguintes acabaram por não me cativar tanto; trouxeram peso às composições mas sinto que faltou algo mais, seja ao nível da complexidade musical ou dos arranjos de guitarra. Não as considero fillers, apenas me pareceram “simples”... talvez fosse o meu cérebro ainda a pensar nos clássicos que me obrigasse a ser mais rigoroso nas expectativas; seja como for, isso não retira valor ao trabalho envolvido. “Serpent King” foi uma das que mais me agradou; guitarras fortes e compassadas, com a bateria a ser muito bem estruturada para criar ritmo e dar corpo à composição, criando uma faixa com peso e muito groove. “Double Barreled” capta bem a essência southern rock com uma sonoridade mais bluesy no início, mantendo depois uma energia contagiante e apresentando um som de guitarra apelativo o que torna esta faixa direta no conteúdo mas viciante em termos sonoros. Essa sonoridade southern continua presente em “The Devil You Know”, aqui com uma pitada de country para dar um toque requintado. O álbum termina com “Shipwrecked” que, ao contrário do seu significado, leva este trabalho a bom porto.

O facto de algumas faixas não me terem enchido as medidas não prejudica em nada o aspecto global positivo deste trabalho. Considero este álbum um trabalho em crescendo, com a banda a evoluir positivamente a cada faixa apresentada. Se mantiverem este rigor nos seus próximos trabalhos isso só pode ser um bom augúrio.

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One of the last works arriving to my mailbox dates almost a year since he was released. But because art doesn’t have an expiration date nor prescribes, is as current as a work released in recent days. I’m referring to German band Snakewine and their debut, “Serpent Kings”. The band came labeled as heavy rock but as soon as I’ve started listening the first track I got somehow confused because it’s not that linear… But in styles everyone is entitled to his own opinion so here is mine.

As soon as I started listening to “Breathtaker” the sound of guitars brought to mind ZZ Top, which pleased me since they are one of my references in the southern rock/blues genre. It wasn’t enough to leave me breathless but I enjoyed it. The next 3 songs didn’t quite caught my attention that much; the brought weight to the compositions but sensed something more was missing, whether in complexity or in guitar arrangements. I don’t consider them fillers, just sounded “simple” to me… maybe it was my brain still thinking in the classics forcing me to be more rigorous with the expectations; nevertheless, that doesn’t diminishes the work involved. “Serpent King” was one of the songs that most pleased me; strong paced guitars with drums well structured to create rhythm and give body to the composition, creating a song with heaviness and lots of groove. “Double Barreled” captures well the essence of southern rock with a bluesy approach in the beginning, maintaining afterwards a contagious energy and presenting an appealing guitar sound which makes this a straightforward track in content but addictive in sound. That southern sonority keeps present in “The Devil You Know”, here with a pinch of country to add a refined touch. The album ends with “Shipwrecked” which, opposing to his meaning, takes this work to safe harbor.

The fact that some tracks haven’t quite satisfied me in full doesn’t harm in any way the global aspect of this work. I consider this to be a growing album, with the band positively evolving at each track. If they keep this precision in their following works that can only be a sign of good omen.

\m/

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